Seu centro de distribuição tem os dados. Mas consegue enxergar onde a operação está travando?
O problema não é apenas movimentar mercadorias. É enxergar a operação.

Por Tamires Cavani, 13/10/2026
Um caminhão aguarda carregamento. A equipe de separação precisa localizar determinados pallets. Uma rua apresenta uma interrupção operacional, enquanto outra concentra grande parte das posições ocupadas.
O WMS registra os produtos. O ERP concentra informações. Os relatórios mostram indicadores.
Mas, para entender o que está acontecendo, o supervisor ainda precisa consultar diferentes telas, cruzar informações e conversar com várias pessoas.
O problema não é necessariamente a falta de dados. É a dificuldade de transformar esses dados em uma visão clara da operação física.
Essa é uma dor importante para centros de distribuição, operadores logísticos, atacadistas e indústrias com grandes estruturas de armazenagem.
Quanto maior a operação, mais difícil se torna acompanhar simultaneamente posições, setores, movimentações, equipes e áreas de expedição.
E quando a informação chega sem contexto, o gestor pode descobrir um problema sem conseguir identificar rapidamente onde investigar.
Uma operação que você consegue enxergar, não apenas consultar
Para explorar uma resposta a esse desafio, a DriveData desenvolveu o CD · Planta 3D, um protótipo de visualização logística tridimensional disponibilizado por meio do Microsoft Fabric Apps.
A proposta é transformar os dados do armazém em uma representação visual da sua estrutura física.
Em vez de consultar apenas códigos de endereçamento e tabelas de ocupação, o gestor pode visualizar a organização do centro de distribuição, suas ruas, setores, estruturas de armazenagem e pallets em uma única interface.
Na demonstração, construída com dados sintéticos, a planta representa um centro de distribuição com 6.336 posições de armazenagem, sendo 5.084 ocupadas, distribuídas por 24 ruas e 12 setores.
O ambiente também apresenta alertas associados a ruas específicas, um feed de movimentações com identificadores de pallets, endereços e horários, além de controles de visualização e modos identificados como Explorar, Separação e Slotting.
Esses recursos demonstram uma forma diferente de consumir informação logística: associando indicadores e registros ao ambiente físico onde as atividades acontecem.
O que isso muda para o gestor de logística?
Identificar onde a operação merece atenção
Imagine receber um alerta informando que determinada rua apresenta uma interrupção operacional.
Em um relatório tradicional, o gestor visualiza a ocorrência e precisa buscar informações adicionais para entender sua localização e contexto.
Em uma interface tridimensional, essa informação pode ser associada à estrutura física do armazém.
O protótipo da DriveData já apresenta alertas por rua, criando uma base visual para esse tipo de acompanhamento.
Com regras operacionais e integrações adequadas, essa abordagem pode apoiar a investigação de gargalos, direcionar a atenção da supervisão e reduzir o esforço necessário para contextualizar ocorrências.
O objetivo não é apenas avisar que existe um problema. É ajudar a entender onde ele está e o que precisa ser verificado.
Entender a ocupação além de um percentual
Um CD com 80% de ocupação parece ter capacidade disponível.
Mas essa informação isolada não responde a perguntas importantes.
As posições livres estão distribuídas adequadamente? Existem setores mais pressionados? A localização dos produtos favorece a separação? Há oportunidades de reorganizar o armazenamento?
A visualização 3D acrescenta contexto espacial à análise.
Ao representar ruas, setores e posições, ela cria uma base para investigar a distribuição do estoque e apoiar decisões de armazenagem.
Isso é especialmente relevante para operações com grande variedade de produtos, diferentes características de movimentação e necessidade constante de reorganização.
Facilitar a localização e a rastreabilidade dos pallets
Em operações logísticas, localizar uma unidade de carga rapidamente é essencial para manter a continuidade das atividades.
Quando a consulta depende de navegar entre códigos, planilhas e sistemas, o trabalho de investigação pode consumir tempo da equipe.
O protótipo apresenta identificação de posições e um feed de movimentações com códigos LPN, destinos e horários, além de uma interface preparada para seleção de pallets na planta 3D.
Em uma implantação integrada ao WMS, esses elementos poderiam apoiar consultas visuais de endereçamento e histórico de movimentações.
A oportunidade está em aproximar a informação registrada no sistema da localização física que a equipe precisa compreender.

Apoiar decisões de separação e organização do estoque
A eficiência da separação depende de fatores como localização dos produtos, distribuição da demanda, percursos, disponibilidade de posições e características dos itens.
O protótipo inclui modos identificados como Separação e Slotting, apontando para possibilidades de evolução da experiência.
Com dados e regras adequados, uma aplicação desse tipo pode apoiar estudos de posicionamento de produtos, análise de percursos e identificação de oportunidades de reorganização.
Não se trata de substituir o WMS ou garantir automaticamente uma rota otimizada.
Trata-se de criar uma camada visual que facilite a compreensão do espaço e apoie decisões sobre como utilizá-lo melhor.

Por que utilizar Microsoft Fabric Apps?
Um diferencial tecnológico desse projeto está na forma como a experiência foi construída e disponibilizada.
O Microsoft Fabric Apps permite desenvolver aplicações web personalizadas orientadas por dados dentro do ecossistema Microsoft Fabric.
Isso amplia as possibilidades em relação a um painel tradicional de indicadores.
Em vez de limitar a experiência a gráficos e tabelas, é possível desenvolver interfaces específicas para a realidade do negócio, como uma planta tridimensional de um centro de distribuição.
O ecossistema Fabric também oferece tecnologias para integração, armazenamento, tratamento e análise de dados, que podem fazer parte da arquitetura de uma solução corporativa.
Em um projeto de produção, a escolha dessas integrações dependeria dos sistemas existentes, requisitos de segurança, frequência de atualização e necessidades operacionais.
O Fabric Apps encontra-se em versão prévia, o que exige avaliação técnica antes de sua utilização em processos críticos.
A grande oportunidade não está em substituir os sistemas que a empresa já utiliza, mas em construir uma experiência que torne suas informações mais acessíveis, compreensíveis e úteis para a operação.
Do dado à decisão. Da decisão à ação.
Um centro de distribuição não melhora sua eficiência simplesmente porque possui mais dashboards.
O ganho potencial aparece quando a informação ajuda as pessoas a perceber uma situação, entender sua causa e coordenar uma resposta.
É essa mudança que a DriveData busca explorar com o CD · Planta 3D.
A demonstração reúne ocupação, estrutura física, endereçamento, movimentações e alertas em uma experiência visual.
A evolução para uma solução operacional completa pode incluir integração com sistemas corporativos, atualização de eventos, regras de negócio, análise de gargalos e fluxos controlados de resposta.
Tudo isso precisa ser dimensionado conforme a realidade de cada centro de distribuição.
A proposta é clara: reduzir a distância entre o que está registrado nos sistemas e o que o gestor precisa enxergar para coordenar a operação.
Sua logística precisa de mais relatórios ou de uma visão melhor do que acontece no armazém?
Para empresas com operações complexas de armazenagem e distribuição, a falta de visibilidade pode dificultar a identificação de gargalos, a utilização da capacidade e a coordenação entre equipes.
A visualização tridimensional é uma possibilidade para aproximar tecnologia e operação, especialmente quando combinada com dados confiáveis e processos bem definidos.
Na DriveData, desenvolvemos soluções de dados, inteligência operacional, automação e aplicações sob medida para ajudar empresas a transformar informações em decisões mais claras e processos mais conectados.
O CD · Planta 3D demonstra como essa abordagem pode ser aplicada ao ambiente logístico.
Conheça a demonstração e descubra como uma experiência visual integrada pode fazer sentido para a realidade do seu centro de distribuição.

Nota: a aplicação apresentada é um protótipo com dados sintéticos. Indicadores e alertas são demonstrativos, e os benefícios descritos são oportunidades potenciais.

